A Irmã da Tempestade – Lucinda Riley:
Série: As Sete Irmãs #2
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 528
Classificação: 4/5

Resenha:
A Irmã da Tempestade é o segundo livro da série As Sete Irmãs. Apesar de ser uma série e possuir alguns spoilers a respeito do livro anterior, já que cada um conta a história de uma das irmãs, são livros independentes. Você não vai ficar nem um pouco perdido lendo apenas esse. Porém, eu sempre recomendo a leitura dos livros na ordem, porque é sempre melhor. Esta resenha não possui spoilers do livro anterior.

Eu não tinha tanta vontade de ler o primeiro livro dessa série, mas ele me surpreendeu bastante. Adorei. Assim, fui correndo ler o segundo. Porém, minha mãe leu antes e achou devagar, o que acabou me desanimando bastante. Empaquei logo no início, e não tinha nada que me fazia ter vontade de continuar lendo. Assim, foi preciso muita força de vontade e vários meses para eu resolver continua-lo. E terminei a leitura completamente apaixonada.

Em A Irmã da Tempestade temos a história de Ally D’Aplièse, a segunda das irmãs. Elas foram adotadas ainda bebês por Pa Salt, e sempre tiveram uma família maravilhosa, Pa Salt sempre esteve lá por elas e as ensinou tudo o que conseguiu. Ally nunca sentiu que precisava conhecer sua família biológica. Porém, com a morte de Pa Salt, ele deixa para cada uma das filhas pistas para que elas possam encontrar seu passado, caso queiram.

Ally está muito bem vivendo no presente e planejando o futuro para se incomodar com o passado. Vivendo uma grande história de amor, se destacando nas competições de vela e seguindo sua vida, é assim que ela pretende superar a morte de Pa Salt. Porém, a vida não vai ser gentil com ela, e Ally vai ser obrigada a suportar ainda mais.

Sem saber muito bem o que fazer, Ally decide ir atrás de seu passado, afinal, não pode ser pior que o presente. E é assim que ela chega a Noruega, se reconhecendo em meio aos noruegueses e se sentindo em casa. Lá, Ally vai descobrir mais sobre a história de Anna Landvik, a partir do livro que seu pai deixou para ela. Anna era uma jovem cantora vinda do interior cem anos antes, e que participou de uma das obras mais famosas do compositor Edvard Grieg.

E, a medida que vai descobrindo mais sobre a história de Anna, Ally vai acreditando cada vez mais que está realmente ligada àquela mulher, e vai indo cada vez mais fundo atrás dessa história. Até encontrar algo que não esperava. Afinal, quando veio atrás dessa história, Ally esperava encontrar o seu passado, e não o seu futuro. Mas a vida é cheia de surpresas, e Ally já teve sua cota de coisas ruins, ela merece ter boas surpresas também.

A Irmã da Tempestade se alterna entre a história da Ally e a história da Anna. Vemos duas histórias tão diferentes, mas que acabam se entrelaçando e formando uma história maravilhosa. E sobre o final, é lindo o jeito como o livro termina. Não é comum, não é o que se espera, é ainda mais maravilhoso. Lucinda nos mostra que um final feliz nem sempre é do jeito que se espera, que existem diversas formas de finais felizes, e que nem sempre um é melhor que o outro. Acho que foi uma das coisas que mais gostei no livro foi esse final.

O desenrolar da história no finalzinho do livro compensou toda a lentidão da primeira parte, toda a demora para me prender. Sobre isso, grande parte provavelmente foi culpa de eu não me interessar nem um pouco por velas, o que tornou para mim o início do livro bem chato, principalmente porque achei que a autora ia passar o resto do livro falando sobre velas (e se alguém mais tem esse problema: ela não passa o resto do livro falando de velas). Além disso, já comecei a ler meio na má vontade porque minha mãe tinha comentado que era devagar. Mas, mesmo assim, terminei a leitura completamente apaixonada, querendo dar cinco estrelas e ainda marcá-lo como favorito.

Não acho que seria justo com outros livros classifica-lo como cinco estrelas, apesar de querer muito, já que, até uns 70% do livro, não estava querendo dar nem quatro estrelas. Porém, também fico receosa de classificar em apenas quatro estrelas essa história maravilhosa, então deixando claro: não sei como classificar esse livro. A questão é, se eu não tivesse levado quatro meses para lê-lo e não tivesse que ter me esforçado tanto para isso, ele certamente levaria 5 estrelas.

A edição da Arqueiro está bem feita, a editora optou por manter um estilo próximo ao do primeiro livro, mesmo ele tendo sido lançado por outra editora, e achei isso uma ótima demonstração de respeito para com os leitores. A edição em si está muito bem feita, achei essa capa linda, e não me lembro de ter notado muitos erros. Esse livro traz uma história maravilhosa, mas que deve ser lida com calma e com paciência, senão também vão se incomodar com ele. Mas vale a pena, tenho certeza que, mesmo se não tiverem gostando tanto durante a leitura, vão chegar ao final com um sorriso no rosto.

Série:
1. As Sete Irmãs (resenha)
2. A Irmã da Tempestade.


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