As Sete Irmãs - Lucinda Riley:
Série: As Sete Irmãs #1
Editora: Novo Conceito
Número de páginas: 560
Classificação: 4/5

Resenha:
Todo mundo sabe o quanto eu sou apaixonada pelos livros da Lucinda. Porém, esse não me chamou a atenção, tenho um problema com livros que se passam no Brasil, não sei porque. Acho que é porque são muito próximos da realidade, sei lá. Assim, enrolei séculos para pegá-lo para ler, mas devo dizer que me surpreendi. Lucinda não decepciona, e esse, mesmo não sendo o meu preferido, ainda é um livro muito bom.

As Sete Irmãs conta a história de Maia, a primeira das irmãs D'Ápliése. Todas foram adotadas por Pa Salt ainda bebês, e possuem nomes em homenagem à constelação das Sete Irmãs. Agora, com a notícia da morte de seu pai, cada uma recebe pistas sobre suas famílias biológicas, e a oportunidade de buscá-las, caso queiram. Maia nunca pensou em sua família biológica, já que sempre foi feliz com a família que tinha. Porém, algo vai fazê-la sair em busca de suas origens.

Tudo o que Maia tem são coordenadas, que a levarão ao outro lado do oceano, em uma antiga casa no Rio de Janeiro. Maia chegará ao Rio sem saber muito bem o que busca, sem ter ideia de como conseguir descobrir sobre sua família biológica, sem mesmo saber se quer descobrir. Ela terá como companhia o escritor Floriano Quintelas, a quem ela apenas conhece por uma troca de e-mails por conta de seu trabalho de tradução no mais novo livro dele. Floriano se propõe a acompanhá-la nessa busca, e assim eles partem atrás da história de sua família biológica.

E vai ser naquela casa, através de cartas, que Maia terá a oportunidade de conhecer a história de Izabela Bonifácio, uma garota que viveu 80 anos antes, e que foi sua bisavó. Maia conhecerá os segredos de Izabela, a história de amor que ela viveu em segredo com um jovem escultor parisiense chamado Laurent Brouilly, as coisas que foi obrigada a suportar por viver naquela época, as escolhas e sacrifícios que teve que fazer, e tudo isso tendo a construção do Cristo Redentor como pano de fundo.

Ao conhecer a história de Izabela, Maia vai perceber muito de si mesma na bisavó, e, sempre contando com a companhia e a ajuda de Floriano, vai descobrir cada vez mais sobre a história de sua família, ao mesmo tempo em que vai aprendendo a viver de novo, a abrir seu coração e a superar o evento do passado que tanto a assombrou. Veremos Maia finalmente deixar de se esconder e passar a seguir a frase que seu pai deixou para ela:

Nunca deixe o medo decidir seu destino.

O livro se divide entre essas duas histórias, e notei que dessa vez a autora não dividiu o espaço tão igualmente entre as duas, é facilmente notado o maior destaque à história de Izabela. Acredito que a história de Maia deve continuar a ser mostrada durante os livros de suas irmãs, aos poucos, e tenho certeza de que a autora, sendo quem é, conseguirá equilibrar perfeitamente isso. Já estou ansiosa pelo próximo livro, sem saber o que esperar, já que me mantive longe e nem li a sinopse do livro da Ally.

Com relação à minha apreensão no início do livro sobre a história se passar no Rio de Janeiro, foi completamente sem sentido. É incrível ver como a autora buscou tão a fundo a história do nosso país, trazendo uma riqueza de informações sobre momentos importantes, pessoas importantes, fatos históricos que nós mesmos não conhecemos. Fatos que muitos de nós, brasileiros, nunca nos interessamos em saber. Sinto vergonha de dizer que sou uma das que nunca se interessou muito pela história brasileira, mas pretendo mudar isso.

As Sete Irmãs é um livro incrível. A edição da Novo Conceito está maravilhosa, apesar de eu não gostar muito dessa capa (não sei porque, mas me lembra os jogos de computador de uns tempos atrás). A diagramação está ótima, as letras estão em tamanhos adequados, a separação entre uma época e outra está bem destacada, e eu não notei muitos erros. Uma edição excelente para um livro excelente. Mal posso esperar para ler os próximos.

Série:
1. As Sete Irmãs
2. A Irmã da Tempestade (resenha).


4 Comentários

  1. Oi Adri...
    nossa...to com vontade de.ler so pelo que vc falou...deve ser bem legal a gente acompanhar ela descobrindo coisas sobre a bisavo...muito legal...otima dica e resenha....bjss...

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    1. Oi Karol! Tomara que você goste e, se gostar desse tipo de história, é só ler qualquer livro da autora (são todos incríveis *-*).

      Beijos

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  2. Oi Adri!
    Acredita que até hoje não li nenhum dos livros da Lucinda? Sempre digo que quero mudar isso, mas acabo me enrolando... As sete irmãs chamou minha atenção exatamente por se passar no Brasil e saber que a autora teve muito cuidado com detalhes históricos me deixou ainda mais curiosa. Espero conseguir ler logo!
    Beijos

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    1. Oi Evelise! Sério? Então, assim que tiver uma oportunidade de ler, leia, tenho certeza de que não vai se arrepender. Achei incrível o cuidado que a autora teve ao escrever o livro, não sei se é tudo historicamente correto, já que não conheço muito a história da construção do Cristo Redentor, mas parece ser rs

      Beijos

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