Iluminadas – Lauren Beukes:
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 320
Classificação: 3/5

Resenha:
Eu nunca iria ler Iluminadas pela capa ou pela sinopse porque, apesar de a sinopse ser interessante, parece muito um livro de terror. Mas vi uma resenha no blog S2 Ler e decidi que precisava ler de qualquer jeito, e que não parecia tão assustador. Realmente, eu não fiquei com medo, não achei assustador (e isso é muito vindo de mim). Mas também não achei toda aquela coisa que eu esperava que fosse. Sim, o livro é bom, a história é muito bem desenvolvida e tudo mais, mas eu não gostei tanto assim.

Iluminadas conta a história de Harper, um assassino da época de 1930, que encontra uma casa “mágica”. Nela, ele consegue se transportar para várias épocas diferentes, e tem como missão matar as garotas iluminadas. Aquelas garotas que brilham para ele, aquelas que não devem ter um futuro. É como se fosse um jogo, ele deve seguir exatamente os passos que a casa determina. E ele não está nem um pouco triste com isso, afinal, é seu destino fazer isso. E ele adora matar. Principalmente aquelas garotas.

São crimes perfeitos. Afinal, ele não tem como ser pego, porque ele não existe naquelas épocas. Ninguém o encontra, a não ser que ele queira. Ele encontra as garotas quando elas ainda são crianças, se apresenta a elas, e diz que vai voltar por elas. E, quando elas crescem, ele volta. Mas ele não é mais aquele cara simpático que traz presentes a elas. Agora ele é o assassino, o cara que gosta de mata-las de uma forma bem lenta e dolorosa. E ninguém sobrevive a ele. Até Kirby.

Kirby é uma das garotas iluminadas, e Harper a encurrala em uma floresta. Ela não era para escapar. Ninguém devia escapar. Mas ela acaba escapando. E é só em uma diferente época que Harper descobre que ela sobreviveu. Agora, já adulta, Kirby começa um estágio de jornalista no local onde Dan trabalha. Dan, o jornalista que noticiou sua história. O jornalista que costumava cobrir as matérias de crimes. Mas agora ele não mexe mais com isso. Agora ele é um jornalista esportivo.

Um jornalista esportivo que não pretende aceitar tão facilmente ajudar Kirby em sua busca contra o cara que quase a matou. Mas isso não importa, porque Kirby sabe insistir até conseguir convencer as pessoas. E ela não vai desistir facilmente de fazer o trabalho que a polícia não fez. Ela acredita que o cara já matou antes, e que continuará matando se ninguém o impedir. E ela vai atrás de descobrir suas outras vítimas, não importa o quão estranhas as coisas possam parecer.

Mas o que ela vai encontrar vai tirar todo o sentido de suas pesquisas, porque nada faz sentido. Principalmente quando ela começa a tentar entender os estranhos objetos deixados junto com as vítimas. Objetos que podem parecer comuns, mas que definitivamente não são. E cada vez mais suas teorias vão parecendo mais estranhas e malucas. E cada vez mais ela vai achando mais difícil de acreditar nelas, porque é impossível. Mas ela não vai desistir, enquanto não encontra-lo, ela vai continuar procurando. Porque ela não pode simplesmente deixar para lá.

Iluminadas tem o jeito de um livro meio de terror, mas eu não achei que seja o caso. Não achei assustador, tem partes bem agoniantes, que você sente o medo das personagens, porque a autora descreve o momento em que o Harper as mata, mas eu não fiquei com medo. Fiquei agoniada querendo tirar as personagens de lá, gritando com elas, mas não tive medo daqueles de ficar com medo de se mexer em casa imaginando que pode aparecer alguém e tal.

A história é incrível, super bem escrita, mas acho que a autora falhou um pouco na hora de intercalar os personagens. Porque como o personagem principal viaja no tempo, as coisas não acontecem em uma ordem temporal, é tudo misturado. Então a autora fez exatamente isso, misturou tudo, e foi seguindo os passos do personagem. Mas, pelo menos para mim, ficou um pouco confuso. Apareciam do nada personagens que eu não fazia ideia de quem eram. Acho que a autora poderia ter dado um pouco mais de base no início para que os leitores pudessem se localizar melhor na história.

Mas, tirando isso, a história é ótima. Achei a ideia da casa que viaja pelo tempo e orienta o morador a matar certas garotas super original, nunca tinha visto algo nesse estilo. A edição da Intrínseca está ótima, a capa é bonita e combina com o tom do livro, e eu não notei erros de ortografia ou digitação. Apesar de o livro não ter me prendido tanto e de ter me decepcionado um pouco, ainda achei uma ótima história, e recomendo sim que todos que gostam do estilo leiam.


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