O Feitiço Azul (The Indigo Spell) – Richelle Mead:
Série: Bloodlines #3
Editora: Seguinte
Número de páginas: 416
Classificação: 5/5

Resenha:
O Feitiço Azul é o terceiro livro da série Bloodlines. Então, se você ainda não leu os outros, eu aconselho que você não leia esta resenha, pois ela contém spoilers dos livros anteriores.

Logo no início já percebemos uma mudança de foco no livro. Sim, temos muito dos Moroi e dos dhampir, mas O Feitiço Azul é mais focado em magia, no poder que ela traz para quem a possui, e que pode ser usado tanto para o bem quanto para o mal. Vemos o quanto Sydney luta contra a ideia de ter um dom para magia, de utilizá-la, mas vemos como ela vai percebendo que pode não ser uma coisa tão ruim afinal, se for aquilo que irá mantê-la a salvo. E ela precisará fazer tudo o que for possível para manter-se escondida, pois se a irmã da Sra. Terwilliger descobrir sobre ela, ela virá com certeza atrás de Sydney.

Mas isso não é a única coisa que irá preocupar Sydney. Ela precisa encontrar o ex-alquimista Marcus Finch, ela precisa das respostas que somente ele pode dar a ela. Afinal, ela nunca imaginou que existiria algo como um ex-alquimista, ela nunca ouviu falar de algo assim, simplesmente não existe. Uma vez dentro, não existe saída. E, ao mesmo tempo, existe, se Marcus saiu. Ela vai descobrir que os alquimistas podem não estar sendo tão honestos quanto ela imaginava, e isso vai fazê-la questionar tudo em que um dia acreditou. Ela vai descobrir coisas horríveis que podem já estar acontecendo, e terá que confiar somente em si mesma para fazer a coisa certa.

Mas isso não é nem de longe o que mais a perturba. Como Adrian mencionou, é ela quem não consegue deixar de comentar sobre aquele beijo, sobre tudo o que ele disse a ela. É ela quem não consegue deixar para lá e agir normalmente. Ele parece estar conformado com a ideia de “amá-la à distância”, esperando que ela finalmente admita seus sentimentos também. Mas Sydney não consegue acreditar nisso, e tudo o que ele faz a leva a trazer à tona aquilo que ela o proibiu de dizer de novo, o que ela tentou proibi-lo de sentir. E os sentimentos que ela vem percebendo existir também não ajudam em nada. E não adianta o quanto ela os negue, o quanto ela diga que isso é errado, que nunca daria certo, aqueles sentimentos continuam lá, torturando-a.

Sydney cresce muito nesse livro, quem a viu em Promessa de Sangue, onde ela nem conseguia ficar perto da Rose, não acredita que é a mesma pessoa. Ela não é mais uma simples alquimista, que somente segue ordens e não questiona. Ela começa a tomar as rédeas de sua vida, começa a fazer coisas que nunca faria antes. Ela começa a questionar a quem sua lealdade realmente pertence, se aquele grupo que parece estar escondendo tantas coisas dela realmente a merece. Adrian é outro que cresce demais, ele está sempre lá para ajudar a Sydney, não importa o quanto ela o magoe. Vemos mais de seu lado protetor, vemos seu lado responsável (ou o mais responsável que ele poderia ser), vemos seu lado romântico, seu lado cuidadoso, mas vemos principalmente seu lado companheiro. Não importa o que aconteça, ou para que ela precise dele, ele sempre vai estar lá por ela. Jill, Eddie e Angeline tiveram um pouco menos de destaque nesse livro, mas ainda vemos como eles se sentem em relação a Sydney, e como ela se sente em relação a eles. Não importa o quanto ela queira negar, eles são como uma família. E a Sra. Terwilliger se revela não somente uma professora de história e bruxa, mas também uma pessoa que realmente se importa com Sydney, e que fará o que for preciso para protegê-la.

Uma coisa que eu adorei foi o presente que a Richelle dá aos fãs de Vampire Academy, é ótimo rever alguns antigos personagens e saber “como eles estão depois do final de VA”. É um capítulo lindo, eu não vou contar o que acontece para não estragar a surpresa, mas dá para perceber assim que ele começa, apesar da Richelle ter conseguido encaixá-lo perfeitamente no contexto. Claro que eu não me importaria nem um pouco se alguns desses personagens continuassem aparecendo depois, mas foi bom pelo menos vê-los, e saber que eles não foram esquecidos por ela.

O Feitiço Azul tem muita ação, muito perigo, muita descoberta, muito romance. É um livro cheio de tudo o que precisa ter em um livro, superou todas as minhas expectativas, que eram altíssimas. Eu estou completamente apaixonada, não somente pelo Adrian, como por todos esses personagens tão incríveis que só a Richelle poderia ter criado. Só não peguei The Fiery Heart para ler assim que acabei esse porque precisava fazer essa resenha antes, mas assim que finalizei a resenha fui correndo ler. Recomendo demais, quem ainda não conhece esse mundo que a Richelle criou, não sabe o que está perdendo. A série toda é incrível mas, dos quatro já lançados, esse é sem dúvidas o meu favorito.

Série:
1. Laços de Sangue (resenha)
2. O Lírio Dourado (resenha)
3. O Feitiço Azul
4. Coração Ardente (resenha)
5. Sombras Prateadas
6. O Círculo Rubi.


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