O Lírio Dourado (The Golden Lily) – Richelle Mead:
Série: Bloodlines #2
Editora: Seguinte
Número de páginas: 424
Classificação: 5/5

Resenha:
O Lírio Dourado é o segundo livro da série Bloodlines. Então, se você ainda não leu o primeiro, eu aconselho que você não leia esta resenha, pois ela contém spoilers do livro anterior.

Em continuação a Laços de Sangue, temos Sydney Sage como personagem principal, uma alquimista que tem como dever ajudar a esconder Jill Dragomir, uma Moroi bastante importante e que está em perigo. Para isso, elas estão escondidas em uma escola de ensino médio em Palmspring, onde fingem ser irmãs. Para completar a “família” temos Eddie e Adrian. Em O Lírio Dourado, temos a adição de alguns personagens que já conhecíamos, como Angeline, uma dhampir que vivia com os keepers, e que veio para ajudar Eddie a proteger Jill, e Dimitri Belikov (*---*) e Sonya Karp, um dhampir e uma Moroi que vieram para, junto com Adrian, fazer algumas pesquisas sobre um assunto descoberto no final de Laços de Sangue.

Em O Lírio Dourado temos, como sugere o nome, um foco maior nos alquimistas, em sua estrutura e em suas crenças. Conhecemos um pouco mais a respeito dessa organização. Mas, como não podia deixar de ser, continuamos com os nossos personagens principais em evidência. Vemos Sydney deixar um pouco de lado seus medos, se acostumar e até passar a gostar do grupo, algo que ela nunca imaginaria acontecer. Eles são seus amigos, não somente seu trabalho. Mas ela ainda luta com suas crenças, morre de medo só de imaginar o que aconteceria se os alquimistas descobrissem tudo o que ela faz por esse grupo.

Depois dos acontecimentos do final de Laços de Sangue, eles estão tentando se manter mais quietos, levar uma vida mais tranquila. Exceto os problemas de adaptação de Angeline, tudo está normal. Sydney está começando a ter uma vida social, graças a ajuda de Kristin e Julia. Ela até arranjou um namorado que, segundo Trey, é sua alma gêmea. Não que ela acredite nessas coisas. As aulas com a Sra. Terwilliger são uma coisa que Sydney não gosta, pois a Sra. Terwilliger arrumou uma nova maneira de obrigá-la a estudar magia. E ela não pode se recusar a traduzir os feitiços, e, mesmo que ela odeie isso, ela não consegue fazer de qualquer jeito, então ela vai prestar atenção em tudo. Mas as coisas não vão ficar tranquilas por muito tempo.

Sydney e Sonya irão vivenciar uma situação que fará Sydney começar a se questionar se as ideias de Clarence sobre a existência dos tais caçadores de vampiros são tão malucas assim. Claro que eles sabem que não foram os caçadores que mataram a sobrinha dele, mas talvez suas palavras não sejam tão sem noção quanto pensavam inicialmente. E isso provocará uma mudança gigantesca no modo de pensar de Sydney, afinal, se for verdade, ela vai ser obrigada a começar a ver que os seres humanos não são tão inocentes quanto ela foi ensinada a acreditar. Ela será obrigada a repensar em quem são os verdadeiros monstros.

Nesse livro vemos Sydney começar a levantar dúvidas a respeito de suas crenças. Ela começa a perceber que não se deve considerar uma raça boa ou ruim, pois há tanto vampiros bons como pessoas ruins, não é algo que a raça determine. Ela aprende muito sobre o relacionamento humano, ela amadurece bastante. Jill foi outra que amadureceu bastante nesse livro, em Laços de Sangue todos a consideravam como apenas uma garotinha, mas nesse livro percebemos que ela entende suas obrigações e, mesmo que não goste, vai fazer o que precisa. Vemos mais do Eddie nesse livro, vemos seu jeito protetor em relação não só a Jill, mas também a Sydney. Mas também vemos mais de seus sentimentos, vemos suas fragilidades, vemos mais de seu lado humano. Ri muito das atitudes da Angeline, não acreditava que ela realmente não sabia o que estava fazendo, mas depois dá para perceber que ela só estava tentando se adaptar, afinal, ela foi jogada em um mundo completamente diferente daquele em que viveu toda sua vida. Ela é outra que cresce bastante. Aliás, todos os personagens amadurecem muito durante o livro. Dimitri, mesmo sem aparecer tanto, rouba as cenas. Adoro as conversas entre ele e a Sydney, vemos seu jeito cavalheiro e protetor em relação a todos. Sonya é uma fofa. Vemos sua felicidade em relação ao seu casamento que está chegando, vemos o quanto ela se esforça para se redimir por ter se tornado uma Strigoi anteriormente. Vemos também sua fragilidade, afinal, ela é apenas uma mulher que passou por muitas coisas. Por último, mas não menos importante, temos o Adrian. Aquele a quem Sydney não possui obrigação nenhuma de ajudar, mas que parece precisar de sua ajuda mais que todos. Adrian cresce bastante, mas sua personalidade ainda é a mesma. Vemos ele fazendo coisas inacreditáveis para chamar a atenção de quem ele quer, vemos sua atitude sarcástica, mas vemos também sua atitude protetora. Vemos que ele vai fazer tudo o que puder para ajudar aqueles com quem se importa.

O Lírio Dourado não é um livro cheio de ação, ele foca mais nas relações entre a Sydney e aqueles que ela nunca imaginaria se apegar tanto. Foca nos sentimentos contraditórios que ela começa a ter. Sobre a edição da Seguinte, mais uma vez não posso opinar, pois li em inglês. Mas eu gosto bastante das capas brasileiras, e, apesar de não ter gostado muito da capa desse ser meio metalizada, faz sentido pelo nome do livro. E mais uma vez a lombada é incrível, dá vontade de comprar o livro em português só para ter essas lombadas na estante rs. O Lírio Dourado é uma ótima continuação para Laços de Sangue, e te deixa muito curiosa para ler o próximo livro.

Série:
1. Laços de Sangue (resenha)
2. O Lírio Dourado
3. O Feitiço Azul (resenha)
4. Coração Ardente (resenha)
5. Sombras Prateadas
6. O Círculo Rubi.


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