A Rosa da Meia-Noite – Lucinda Riley:
Editora: Novo Conceito
Número de páginas: 574
Classificação: 5/5

Resenha:
Eu sou completamente fã da Lucinda Riley, sou apaixonada pelos livros dela. Estava morrendo de vontade de ler esse livro, porém as expectativas estavam um pouquinho mais baixas que os outros livros dela porque nunca me interessei muito pela cultura indiana. Mas mesmo assim, sabia que a Lucinda ia fazer alguma coisa incrível, e as expectativas estavam altíssimas. E, mesmo altas, elas foram completamente superadas. Terminei esse livro às 05:30 da manhã completamente apaixonada.

A Rosa da Meia-Noite conta a história de vida de Anahita Chavan, uma indiana que viveu por mais de 100 anos, e que nunca desistiu de procurar por seu filho perdido, nunca acreditou no fato de ele estar morto, como todos afirmaram. Ela tinha muita vontade de encontrá-lo, e contar sua história. Para isso, ela escreveu uma carta de mais de 300 páginas a ele contando tudo o que aconteceu em sua vida, desde que ela tinha 11 anos de idade.

Ninguém de sua família conhece essa história, nem sua filha, nem seus netos, nem seus bisnetos. Ela nunca contou. Mas ela sabe que precisa deixar essa carta com alguém de confiança, alguém que vá dar valor à história e vá buscar a verdade. E é com esse objetivo que ela entrega a carta ao seu bisneto mais velho, Ari Malik. Ari é um empresário que está crescendo na vida, e não entende muito bem o porquê de a bisavó ter pedido isso justamente a ele.

Mais de dez anos depois da morte da bisavó, Ari acaba encontrando a carta esquecida em suas coisas e, sentindo vergonha por ter negligenciado isso, resolve aproveitar sua viagem à Inglaterra para começar a ler. E ele vai descobrir como foi que Anahita conheceu sua grande amiga, a princesa Indira, e como isso mudou toda a sua vida. Vai descobrir que, durante o tempo em que esteve na Inglaterra, ela viveu uma linda e complicada história de amor. Foi lá que seu filho nasceu e, teoricamente, morreu. Vai descobrir fatos da vida de sua bisavó que ele nem imaginava.

Ao se lembrar da promessa que fez à Anahita há tanto tempo, resolve investigar o passado para descobrir o que realmente aconteceu com esse filho. E é com esse objetivo que ele vai à Astbury Hall, uma casa que teve grande importância na vida de Anahita. Chegando lá, ele vai ter uma surpresa: a casa está sendo usada como cenário de um filme exatamente da época em que Anahita viveu lá. E é dessa forma que ele vai conhecer Rebecca Bradley, a famosa atriz americana que está fazendo um dos papeis principais do filme.

Ao chegar à Inglaterra Rebecca logo se vê cercada de paparazzis, que não a deixam em paz de jeito nenhum. A única solução encontrada pelos produtores do filme é hospedar Rebecca na casa, já que lá os paparazzi não podem chegar. O dono, Lorde Anthony Astbury, não parece muito feliz com isso, mas, depois de conhecê-la, muda de ideia. Rebecca fica encantada com o lugar, com a sensação de paz e tranquilidade que a casa traz. E é por isso que, quando conhece Ari e descobre o motivo de sua visita, ela começa a se envolver na história e querer saber o que aconteceu com Anahita também. E é graças a Rebecca que Ari vai ter a chance de conhecer Anthony, e investigar mais do passado de sua bisavó.

A história é incrível, conhecemos mais da cultura indiana, o modo como eles viviam no início do século XX. A cultura indiana ficou tão bem descrita no livro que até eu, que nunca tinha me interessado pelo assunto, fiquei viciada, e adorei. A Rosa da Meia-Noite possui inúmeros personagens, mas a autora consegue fazer com que cada um desses personagens se tornem inesquecíveis, não somente os principais. Apesar da quantidade de personagens e locais diferentes, a história não fica nem um pouco confusa, porque nada está lá só por estar, tudo tem um motivo.

Como sempre, a história do passado acabou ficando mais em evidência, mas isso não faz com que a história atual seja menos interessante. As duas histórias são interessantíssimas, e elas se interligam o tempo todo, então nem dá para dividir. Uma coisa que eu adorei nesse livro foi que a autora jogou mais suspense na história, foi bem legal. Cheguei a ficar um pouco assustada, e não conseguia descobrir como a Lucinda ia resolver as coisas, só para depois me surpreender mais ainda com a criatividade dela.

A Rosa da Meia-Noite é um livro grande, mas te envolve tanto que você vai lendo e lendo e quando vê terminou, e nem percebeu o tempo passar. Li em uma madrugada o livro inteiro, e terminei querendo mais. Lucinda Riley escreve livros como ninguém, não dá para comparar, e essa foi mais uma história incrível que foi para os favoritos. Quem ainda não leu um livro dela, corra fazer isso, Lucinda Riley se tornou uma das minhas escritoras preferidas desde o primeiro livro que li dela, A Casa das Orquídeas, e desde então venho lendo e me apaixonando por tudo o que ela escreve. Todos precisam conhecer essa história, está mais que recomendada.


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