Cidade de Vidro – Cassandra Clare:
Série: Os Instrumentos Mortais #3
Editora: Galera
Número de páginas: 474
Classificação: 5/5

Resenha:
Cidade de Vidro é o terceiro livro da série Os Instrumentos Mortais. Então se você ainda não leu os dois livros anteriores, eu aconselho que você não leia essa resenha, pois ela contém spoilers dos livros anteriores.

Inicialmente, Os Instrumentos Mortais era para ser uma trilogia, ou seja, terminaria aqui. Para mim, a autora finalizou a história perfeitamente nesse, não precisaria continuar. Tanto que, quando li Cidade dos Anjos Caídos, não gostei tanto assim, e aí aumentei mais ainda minha convicção de que ela devia ter terminado nesse. Mas ela não terminou, e temos mais três livros pela frente. Como não li o quinto e o sexto ainda, não posso dizer se vale a pena o resto ou se era melhor ter parado por aqui mesmo, mas realmente espero que o resto da história seja boa, seria uma pena se a autora estragasse uma história tão boa.

Em Cidade de Vidro, temos uma agitação no mundo dos Caçadores de Sombras. Estão convocando todos os Nephilins para ir para Idris, o país natal dos Caçadores de Sombras, para decidirem o que farão para impedir Valentim de tomar o poder. Mas Jace não quer Clary em Alicante, a Cidade de Vidro, e vai fazer o que for possível para garantir que ela não vá com eles. Não importa que lá esteja o feiticeiro que sabe como curar a mãe deles, ele não vai deixa-la ir, é muito perigoso.

Mas Clary não vai se contentar com o não de Jace, se ele não quer leva-la junto com ele, ela arranjará um jeito de ir sozinha. Afinal, não é como se ela precisasse estar sempre grudada ao irmão, ela viveu a vida toda sem nem saber da existência dele. Ela pode muito bem ir sozinha, e encontrar o tal feiticeiro, salvar sua mãe, e voltar para casa sem problema nenhum. Só que não é tão fácil ir para Idris por conta própria. Afinal, teoricamente Idris não existe, não é como se ela pudesse comprar uma passagem de avião para lá. Mas Clary pode fazer coisas que ninguém mais consegue fazer, e ela irá encontrar um jeito.

Porém, chegar a Idris não vai ser nem de perto seu maior problema. Afinal, entrar em Idris sem permissão é proibido. E Clary não conhece a cidade, não sabe andar por lá. E Jace deixa bem claro que ele não a quer lá, ele não vai ajudá-la a encontrar o feiticeiro. E nem os Lightwood, afinal, Jace é da família, se ele não quer Clary lá, eles também não querem. Mas alguém outro pode ajudá-la. Sebastian Verlac, o sobrinho dos donos da casa onde os Lightwood e Jace estão, parece feliz em ajudar Clary em qualquer coisa. Mas as surpresas estão recém começando.

Valentim está a procura do Espelho Mortal, o último dos Instrumentos Mortais que falta. O lado bom é que ele não tem ideia de onde está. O lado ruim é que ninguém mais sabe. Mas ele não vai esperar encontrar o Espelho, ele já é poderoso o suficiente sem ele. Afinal, ele tem todo o seu exército de demônios, a Clave não terá chance nenhuma contra ele. A não ser que a Clave aceite a ajuda dos seres do Submundo. Mas será que eles conseguem deixar o orgulho e o preconceito de lado e aceitar lutar lado a lado com os seres que eles tanto desprezam? Ou eles preferirão se render à Valentim?

Além de tudo isso, Clary e Jace descobrem segredos do passado, coisas horríveis e inacreditáveis que Valentim fez com os próprios filhos. Ao mesmo tempo, os dois tentam chegar a uma decisão quanto ao relacionamento entre eles, tentam decidir como agir, se devem negar ou aceitar de vez o que sentem um pelo outro. Vemos também muito dos outros personagens, que são bem mais desenvolvidos nesse livro. Quem eu mais vi crescer nesse livro foi o Alec, não apenas pelo fato de ele finalmente aceitar seus sentimentos pelo Magnus, mas também por suas atitudes, sua determinação. É um dos meus personagens preferidos. Temos também bastante do Magnus, da Isabelle e do Simon. Valentim se mostra realmente um vilão sem sentimentos, ele não vai desistir de nada, nem que tenha que passar por cima dos próprios filhos para conseguir o que quer. Luke é um lindo, é o pai que a Clary merecia e queria ter, e ele se mostra um personagem incrível.

Como em Cidade de Vidro a história se passa em Idris, a cidade natal dos Caçadores de Sombras, acabamos conhecendo mais ainda desse mundo, e é incrível. A cidade é fantástica, quase consigo visualizar ela na minha cabeça. Vemos também muito do passado, de o que aconteceu na época de Valentim, o que também é interessantíssimo, pois conhecemos melhor não só ele, mas as pessoas que viviam à sua volta naquela época. E entendemos melhor as coisas que aconteceram e acontecem.

Sobre a edição da Galera, continuo com a mesma opinião do segundo livro. A capa é linda, mas a revisão deixa a desejar. Continua faltando muita pontuação. A diagramação continua impecável e, tirando essa falha da revisão, a edição está ótima. Cidade de Vidro tem ação do início ao fim, tem partes lindas, desesperadoras, tristes, tem de tudo. Na minha opinião, é o melhor livro entre os três primeiros. Vale muito a pena ser lido, não somente ele, mas a série inteira.

Série:
1. Cidade dos Ossos (resenha)
2. Cidade das Cinzas (resenha)
3. Cidade de Vidro
4. Cidade dos Anjos Caídos (resenha)
5. Cidade das Almas Perdidas (resenha)
6. Cidade do Fogo Celestial (resenha).


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