A Esperança – Suzanne Collins:
Série: The Hunger Games #3
Editora: Rocco
Número de páginas: 419
Classificação: 5/5

Resenha:
A Esperança é o terceiro e último livro da série The Hunger Games. Então, se você ainda não leu Jogos Vorazes ou Em Chamas, eu aconselho que você não leia esta resenha, pois ela contém spoilers dos livros anteriores.

Quando li Jogos Vorazes, quase desisti da série, porque realmente me decepcionei com ele. Mas, acabei ficando curiosa por conta das notícias do segundo filme, e aproveitei que já tinha Em Chamas e li. E me apaixonei completamente por aquele livro. Saí doida atrás desse, mas estava sempre caro e acabou ficando para depois. E o depois acabou demorando, porque fiquei com pena de terminar a série. Mas acabei lendo. Estava com as expectativas menores, porque todo mundo fala que esse livro é mais lento que os outros, mas gostei sim. Em Chamas continua sendo o meu favorito, mas gostei bem mais de A Esperança do que de Jogos Vorazes.

A Esperança começa um pouco depois do final de Em Chamas, com a Katniss andando em meio aos destroços do que antes fora sua casa, seu distrito. Agora, não há nada lá, nada além de corpos e cinzas. O Distrito 12 não existe mais. Aceitar que todas aquelas pessoas foram mortas por sua culpa não é fácil, e ela não consegue deixar de pensar que, se tivesse feito tudo o que Snow queria, nada disso teria acontecido. Mas aconteceu, e agora eles estão em guerra contra a Capital. E eles querem que ela seja o símbolo da rebelião. O Tordo.

Tudo o que Katniss mais quer é esquecer tudo, ela nem sabe se acredita nos motivos dessa rebelião. Ela não confia na presidenta Coin, a líder do distrito 13. Mas eles resgataram o que sobrou do seu povo. Claro, a vida no 13 não é ótima, eles são extremamente rígidos, mas pelo menos eles foram acolhidos e tiveram uma chance de sobreviver.

Agora, os cidadãos vivem quase que exclusivamente no subterrâneo. Você pode sair para fazer exercícios e tomar banho de sol, mas somente em momentos bem específicos de sua programação diária. Você não pode descumprir sua programação diária. Todas as manhãs, você é obrigado a enfiar seu braço direito num dispositivo na parede. Ele faz uma tatuagem na parte interna de seu antebraço onde está descrita a programação do seu dia numa desagradável tinta roxa. 7:00 – Café da manhã. 7:30 – Tarefas de Cozinha. 8:30 – Centro Educacional, Sala 17. E assim por diante. A tinta não pode ser removida até as 22:00 – Banho. É nesse momento que seja lá o que for que faz com que a tinta seja resistente a água pare de funcionar, e a programação inteira escorre pelo ralo. A luz que se apaga às 22:30 sinaliza que qualquer pessoa não designada para exercer alguma função no turno da noite deve estar na cama.

Katniss está confusa, ainda não se recuperou de tudo o que aconteceu na arena. Não quer tomar frente de uma coisa que nem acredita. Principalmente depois de terem feito tudo o que fizeram pelas costas dela. E ainda terem deixado Peeta para trás. A única coisa que ela tinha feito Haymitch prometer era que dessa vez ele iria manter Peeta vivo, não ela. Era a única coisa. E ele descumpriu a promessa. Ela nunca vai conseguir perdoá-lo por isso.

Mas ela vai perceber que há alguém que ela consegue perdoar. E vai encontrar em Finnick um amigo, a única pessoa entende realmente o que ela está passando. É claro que ele entende, afinal, ele está passando pela mesma coisa. Snow pegou Annie, e está torturando-a, mesmo sabendo que ela não tem qualquer informação. Está torturando-a simplesmente porque isso atinge Finnick. Então eles terão que se unir para conseguir passar por tudo isso, para conseguir de volta aqueles a quem amam.

Katniss vai chegar a conclusão de que a única forma de ela conseguir proteger as pessoas que ama é lutando, acabando com Snow, e com a ameaça que ele é para todos. Com esse pensamento, ela vai finalmente aceitar ser o Tordo. Mas ela não vai ser manipulada. As coisas vão acontecer de acordo com seus termos. E um deles é a vida daqueles que estão sendo torturados na Capital. Ela quer trazer Peeta, Annie e Johanna para o Distrito 13, em segurança. Coin não está gostando nem um pouco das exigências de Katniss, mas ela precisa dela, então terá de aceitar.

Só que eles estão em guerra. Não importa o quanto eles pareçam estar em vantagem, ou o quão bom o plano pareça, ainda é uma guerra. E Katniss parece não conseguir se manter longe de confusão. Mesmo na menor situação, algo sempre vai acontecer. E as vezes isso custará a vida de alguém. Ou de alguéns. É como estar na arena de novo.

Uma coisa que eu gostei muito nesse livro foi que a autora deu mais destaque aos outros personagens, não só aos principais. Claro, isso acabou deixando tudo pior porque ela parecia não se importar em matá-los, mas foi bom conhecer mais deles. Conhecemos mais do passado dos outros vitoriosos, principalmente do Haymitch, do Finnick e da Johanna. Conhecemos um monte de personagens novos, como o Boggs e a presidenta Coins. E conhecemos segredos e histórias que nos ajudam a entender mais tudo o que acontece.

Adorei que a autora não focou no romance. Sim, ele estava presente, mas não era o foco. Não queria que o livro ficasse em volta do triângulo. Principalmente porque sabia que a Katniss não iria ficar com quem eu queria que ela ficasse. Sim, torci pelo Gale no primeiro e no segundo livro. Mas acabei mudando de ideia, o Gale me irritou profundamente com algumas atitudes. Mas também não consegui torcer verdadeiramente pelo Peeta. Ela amava os dois, de maneiras diferentes, mas amava os dois.

- Bom, isso logo, logo vai deixar de ser uma questão. Acho pouquíssimo provável nós três estarmos vivos no fim dessa guerra. E se estivermos, acho que vai ser um problema de Katniss. Quem ela vai escolher. – Gale boceja. – A gente devia dormir um pouco.
- É isso aí. – Ouço as algemas de Peeta deslizarem pelo suporte à medida que ele assenta o corpo. – Fico pensando como será que ela vai decidir.
- Ah, isso eu sei. – Consigo apenas captar as últimas palavras de Gale através da camada de pelo. – Katniss vai escolher aquele sem o qual ela acha impossível conseguir sobreviver.

A Esperança é um livro bom, Suzanne Collins conseguiu fechar a trilogia de uma maneira excelente. Continuo afirmando que o segundo livro é o melhor, mas esse não fica muito atrás. Apesar de todos os spoilers que já tinha visto (só Convergente para passar a quantidade de spoilers que eu tinha visto desse livro), nenhum deles conseguiu estragar o livro para mim, eles acabaram até aumentando ainda mais a minha curiosidade (e não, eu não costumo gostar de spoilers definitivamente não gosto de spoilers). A Esperança é um livro que vale a pena ser lido sim, a trilogia toda para falar a verdade. Recomendo.

Série:
1. Jogos Vorazes (resenha)
2. Em Chamas (resenha)
3. A Esperança.


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