Roleta Russa – Jason Matthews:
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 423
Classificação: 4/5

Resenha:
Desde que saiu a divulgação de que a Arqueiro iria lançar esse livro, fiquei bem curiosa. Então, obviamente, solicitei o livro para a Editora para ler. Demorei bastante para começar a lê-lo, porque estava sem tempo de ler nada, mas comecei com o objetivo de ler rapidamente. Acho que foi esse meu problema. Estava a muito tempo sem ler nada direito e querendo ler duzentos livros ao mesmo tempo, e Roleta Russa é um livro lento, para ser lido devagar. Então, fiquei agoniada com o tempo que demorei para lê-lo, mas não posso dizer que a história é ruim, porque não é. Acho que nunca tinha lido um livro de espionagem, então não posso confirmar que é um livro bom do gênero, mas Roleta Russa foi muito bem escrito, o autor parece conhecer bem o assunto. Eu gostei da história.

Dominika Egorova estava a poucos passos de realizar seu maior sonho quando, em um único dia, duas tragédias acontecem e mudam completamente o rumo de sua vida: primeiro, ela sofre uma sabotagem que a tira para sempre do mundo do balé, e segundo, seu pai morre subitamente. Sem saber muito bem o que fazer, ela acaba aceitando fazer um favor ao tio, um importante membro do Serviço Secreto Russo, e um homem a quem ela não confia nem gosta nem um pouco. Segundo ele, o serviço é simples. Mas os resultados disso podem colocar sua vida em risco, e ela logo se vê obrigada a continuar nesse mundo em que nunca teve a intenção de entrar.

Mas Dominika não vai facilitar as coisas, ela vai fazer tudo o que puder para que consiga ser levada a sério, para que as decisões sejam dela. E é assim que ela se vê em um treinamento para se tornar uma agente do SVR (como é chamado o Serviço Secreto Russo). Mas, parece que quanto mais ela tenta se impor, mais eles decidem humilhá-la, e logo ela se vê na Escola de Pardais, um local onde homens e mulheres aprendem as técnicas de sedução para fins de espionagem. Mas ela não vai baixar a cabeça, ela vai lutar para conseguir o respeito que merece, vai lutar para mostrar que ela não precisa seduzir ninguém para conseguir as informações necessárias, ela é uma agente da SVR, uma ótima agente, por sinal, e possui outras técnicas para conseguir o que quer.

Nathaniel Nash é um agente da CIA, e seu trabalho é muito importante: ele está operando o contato russo mais importante que a CIA teve em anos, e é de suma importância que ele mantenha esse contato seguro. Marble possui um acesso enorme aos assuntos confidenciais da Rússia, e uma experiência maior ainda como espião. Ele faz isso há mais de quinze anos, e nunca ninguém nem suspeitou dele. E Nate não vai medir esforços para protegê-lo, principalmente agora com o SVR tão desesperado em descobrir quem é o traidor. Marble espionou para os americanos por mais tempo que se imagina possível, e não vai ser quando ele é sua responsabilidade que ele será descoberto.

Mas os russos não vão desistir de descobrir quem é o traidor, e, sabendo que é através de Nate que eles têm a melhor chance de descobrir o nome do informante, eles vão mandar Dominika atrás dele. Mas Dominika está determinada a não usar as técnicas aprendidas na Escola de Pardais com Nate. Ela vai conseguir a informação de outro jeito, e mostrar para seus chefes que ela é realmente uma agente da SVR, que possui outros meios de conseguir o nome do informante. Mas Nate não é um alvo fácil, e ele não vai cair facilmente nas armadilhas de Dominika. Principalmente quando ele descobre que ela não é apenas uma funcionária comum da embaixada russa. E aí vai começar o jogo, um tentando recrutar o outro para o seu lado, ao mesmo tempo em que eles vão se conhecendo e a atração entre eles vai aumentando.

A história é densa, complexa para se entender, afinal, é um livro de espionagem. Mas é bem escrita. É preciso de muita atenção, porque são muitos nomes parecidos, codinomes, siglas, e você não pode nem usar o fato de eles serem americanos ou russos para se orientar, porque possuem espiões, agentes infiltrados, e tudo mais. Mas, com bastante calma, acho que dá para entender bem. Eu confesso que não li com calma, então me perdi bastante nesses nomes (principalmente porque eles são chamados de vários nomes diferentes, aí que complica mais ainda), fui lendo sem tentar descobrir bem quem era quem, porque não lembrava de onde eles eram e tal. Claro, os personagens que apareciam mais eram mais fáceis de se entender, então o principal eu entendia.

Sobre a diagramação da Arqueiro, a capa está linda. A diagramação está bem simples, mas o tamanho das letras me incomodou um pouco. Apesar de ser o tamanho normal, acho que o livro contém muita informação, então talvez uma letra um pouco maior ajudaria as pessoas a entenderem melhor o que significa o que está escrito. Pelo menos para mim teria sido melhor. Comecei a ler o livro e, acho que também por não estar acostumada com livros de espionagem, precisei ler a primeira página umas três vezes e, mesmo depois disso, não tinha compreendido direito o que significavam aquele conjunto de palavras e frases. Sim, ao longo do livro fui me acostumando, mas foi bem difícil no início. No mais, a edição da Arqueiro está impecável, não notei erros de digitação nem nada.

Para mim, não foi o momento certo para ler o livro. Estava atrás de um livro mais rápido, e Roleta Russa é bem o contrário. Simplesmente não conseguia me concentrar na história, pensando em quando iria terminá-lo para poder começar outro livro. Mas mesmo assim não posso dizer que não gostei. A história é muito boa e muito bem escrita, acho que leitores que gostem do gênero devem gostar bastante, e pessoas que se interessem por esse lado de espionagem também. Só é preciso ir com calma, sabendo que o livro não é para ser lido rapidamente, que é preciso de muita atenção e tudo mais, pois o livro é cheio de detalhes importantes que, quando não bem entendidos, acabam se perdendo. Mas no mais, o livro tem uma história incrível, e eu não tenho como, e nem quero, deixar de recomendar.

Obs: Roleta Russa foi escrito por um americano, então, obviamente, o livro foi tendencioso. Isso não atrapalha a leitura, mas é bom lembrar disso antes de sair falando mal dos russos e bem dos americanos.


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