O Sexto Homem – David Baldacci:
Série: Sean King & Michelle Maxwell #5
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 352
Classificação: 4/5

Resenha:
O Sexto Homem é o quinto livro da série Sean King & Michelle Maxwell. Como o comum das séries policiais, ele pode ser lido fora de ordem, pois são casos diferentes a cada livro. Porém, eu recomendo sempre ler na ordem, pois os livros acabam sempre pegando alguma coisa da vida pessoal dos personagens e dá para entendê-los melhor acompanhando certinho.

Eu conheci o autor com Traição em Família, o quarto livro da série, e depois disso fui atrás de todos os livros do David Baldacci que eu consegui. Adoro essa série. Então, quando vi que a Arqueiro iria lançar esse livro, solicitei sem nem pensar duas vezes. Mas acabei demorando bastante tempo para termina-lo. Na metade do livro parei de ler e fui atrás dos livros anteriores para lembrar exatamente o que acontecia em cada um, e, mesmo depois de terminar os quatro livros, ainda não me animei muito para continuar esse.

Felizmente eu continuei, porque o resto da história compensa. O livro não me prendeu, mas a insistência valeu a pena. David Baldacci escreve muito bem, e tem uma criatividade imensa. Quando você acha que já descobriu tudo, ele vem e te traz uma surpresa. Normalmente coisas que você já tinha pensado ao longo do livro, mas tinha descartado achando que não fosse nada. E é assim que você se surpreende, porque você consegue entender direitinho a lógica das coisas. É incrível, uma das coisas que eu mais gosto nos livros dele.

Em O Sexto Homem, Sean e Michelle estão indo para o Maine encontrar com um antigo amigo de Sean, que está atuando como advogado no caso de um cara acusado de matar seis pessoas e enterra-las no celeiro de sua fazenda, e que quer a ajuda deles. Edgar Roy, o acusado, está em uma instituição mental, considerado inapto para julgamento. Porém, a caminho do encontro onde iriam descobrir o que Ted Bergin pretendia fazer com o caso e como queria a ajuda deles, eles o encontram morto em seu carro. E tudo leva a crer que foi por conta do caso de Edgar Roy.

A aparição do FBI imediatamente à cena e o constante bloqueio de informações a respeito do preso faz Sean e Michelle acreditarem que há mais nessa história do que apenas um cara comum que se tornou um serial killer. Afinal, apesar de ser um crime horrível, não justifica todos os recursos que o FBI tem usado para mantê-lo sobre extrema vigilância. E, a medida que eles vão descobrindo algumas coisas, a quantidade de corpos vai aumentando, e a coisa vai ficando cada vez mais perigosa. Mas, ao contrário de fazê-los desistir, isso só vai motivá-los ainda mais a descobrir a verdade.

Sean e Michelle vão fazer tudo o que puderem para descobrir o que está acontecendo, inclusive se separar para seguir pistas diferentes. Afinal, eles não podem confiar em ninguém além deles mesmos. Mas mais uma vez a vida vai provar a eles que eles devem ficar juntos, que separados eles são mais fracos, que eles precisam um do outro. E que eles devem se dar conta disso antes que seja tarde demais.

Eu me decepcionei com O Sexto Homem durante a leitura, porque ele não me fez grudar na história nem nada, muito pelo contrário, fiquei enrolando para terminar de ler. Assim, esperava terminar o livro decepcionada. Porém, mesmo com isso não dá para falar que o livro é ruim, o autor é genial, ele encaixa coisas que você nem imaginava que podiam encaixar, e que no final fazem total sentido, e que fazem você considerar o livro incrível mesmo não tendo gostado tanto durante a leitura.

Uma coisa que eu nunca pensei em fazer, mas que vou ter que fazer, é reclamar da edição da Arqueiro. Os livros da Editora sempre têm edições perfeitas, nunca acho nada para reclamar. Mas com O Sexto Homem não foi bem assim. Não sei o que aconteceu com o processo de revisão, encontrei um monte de frases mal formuladas no meio da história, e algumas tão ruins que nem dava para entender o significado delas. Na minha opinião, nem mesmo o título do livro foi bem traduzido, se for levar em conta o sentido da história. No mais, a diagramação do livro está como sempre, excelente, e a capa, apesar de eu não ter gostado dela, está bem feita. Eu recomendo o livro, a série, qualquer coisa que o autor escreva, porque não tem como não gostar.

Série:
1. Split Second (resenha)
2. Hour Game (resenha)
3. Simple Genius (resenha)
4. Traição em Família (resenha)
5. O Sexto Homem
6. King and Maxwell.


8 Comentários

  1. Poxa, não sei o que eu faço da minha vida, por um lado eu amo livros policiais e sempre que tem serial killers são ótimos, mas você disse que não te prende (o que é estranho para um policial) e reclamou bastante da edição. Talvez eu leia, mas não vai ser um dos primeiros, não que eu ache que o David escreve mal, mas fiquei com um pé atrás agora.

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    1. Oi Maria! Também estranhei, mas pode ter sido a época que li, talvez não estivesse com vontade de lê-lo, não sei. Fiquei bem triste com a edição, realmente atrapalhou, e, se for para eu sugerir um livro para você começar a ler do autor, eu sugiro Traição em Família, que é o livro anterior a esse, e também foi lançado pela Arqueiro. Vale muito a pena :)

      Beijos

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  2. Oi Adri,
    Eu nunca li nada deste autor, mas lendo esta e outras resenhas que você fez sobre livros dele, me interessei bastante em começar a lê-los.
    Espero ler esta série em breve.

    Beijos


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    1. Oi Marina! Leia sim, se você gosta de livros nesse estilo, tenho certeza de que vai gostar dessa série :)

      Beijos

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  3. Nunca tinha visto nada desse autores, mesmo que seja possível ler o livro fora de ordem, eu prefiro ler em ordem, portanto vou procurar a ordem dos mesmo primeiro e ver resenhas para decidir se é paixão ou não.

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    1. Oi Amanda! Também prefiro ler na ordem, o único problema é que o primeiro está bem difícil de encontrar aqui no Brasil, só tem uma edição bem antiga da Rocco que não acho para vender :/. Mas se você lê em inglês, te aconselho a ler na ordem mesmo :)

      Beijos

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  4. Oi Adri! Nunca li nada do David e fiquei bem curiosa apesar de estar com ressalvas de empacar na leitura. Eu adoro esse tipo de livro, com mistérios e tudo vai se encaixando, você cria teorias que parecem ser descartáveis e depois vê que até fazem algum sentido ou mesmo que seja algo completamente diferente e você se surpreende. Que bom que mesmo empacando um pouco na leitura você gostou, isso com certeza mostra que a história que o autor apresenta nesse livro vale a pena.
    Beijos, Greice.

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    1. Oi Greice! A história é lenta e meio cansativa, mas mesmo assim ainda é muito boa. É só ir ler com calma e sem querer terminar logo, senão acaba te frustrando, porque demora mesmo. Vale muito a pena, o que eu acho mais legal dos livros policiais é isso, você ficar criando milhões de teorias para depois ver que, mesmo tendo sido uma coisa completamente diferente, algumas coisinhas que você pensou ao longo do livro eram verdade, é tão legal rs!

      Beijos

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