Oii! Final de mês é dia de trazer as capas dos livros que foram lançamentos em Junho, e que foram divulgadas na página do facebook do blog durante o mês inteiro.

         A Evolução de Mara Dyer                Invisível –  David             O Livro dos Vilões – Cecily Von 
               – Michelle Hodkin                Levithan e Andrea Cremer       Ziegesar, Carina Rissi, Diana
                                                                                                                  Peterfreund e Fábio Yabu

                A Lista de Brett –                  Confesso Que Menti              Cartas de Amor aos Mortos
           Lori Nelson Spielman                   Justine Larbalestier                         – Ava Dellaira

    Caçadores de Tesouros – James              Incendeia-Me                             O Diamante
    Patterson e Chris Grabenstein                 Tahereh Mafi                          J. Courtney Sullivan

                O Rei Demônio –                            A Aposta                          Enquanto a Chuva Caía
          Cinda Williams Chima                 Rachel Van Dyken                           – Christine M.


                 A Bandeja –                                Antes da Forca                    Reconstruindo Amelia
                Lycia Barros                                Joe Abercrombie                    – Kimberly McCreight

         Estranha Perfeição –                        Música do Coração                  O Para Sempre de Ella e 
                Abbi Glines                                     – Katie Ashley                     Micha – Jessica Sorensen


        Tudo o Que Eu Preciso –                 Noiva Irresistível                             Enroscado
              Kimberly Knight                         Christina Lauren                             Emma Chase

        A Extraordinária Garota                   Um Amor Perfeito                          Marcados 
 Chamada Estrela – Jerry Spinelli                    Susan Fox                             Caragh M. O’Brien


                                            A Rainha –                               Prisioneiro da Sorte
                                          Steven James                                 – Jeffrey Archer


Sendo Nikki – Meg Cabot:
Série: Airhead #2
Editora: Galera
Número de páginas: 320
Classificação: 5/5

Resenha:
Sendo Nikki é o segundo livro da série Airhead. Então, se você ainda não leu Cabeça de Vento, eu aconselho que você não leia esta resenha, pois ela contém spoilers do livro anterior.

Se Cabeça de Vento demorou um pouco para me prender, Sendo Nikki foi exatamente o contrário, li do início ao fim sem conseguir parar. Cabeça de Vento foi introdutório, Sendo Nikki foi pura história. Em está se virando como pode para cumprir com os contratos de Nikki e não deixar os pais com problemas. Ela está aos poucos começando a se acostumar com sua nova vida, e até que não é tão ruim. Se não fosse o fato de que a Stark Enterprises está a espionando. E o fato de ela não conseguir fazer Christopher entender que ela é ela mesma.

Mas as coisas não iriam ficar normais por muito tempo. Steven, o irmão de Nikki que Em nem sabia existir, aparece com uma notícia nem um pouco boa. A mãe dele está desaparecida. E ele não acredita nem um pouco nessa história de amnésia. Mas Em não pode simplesmente contar a ele a verdade, que ela não é a irmã dele, que a irmã dele está morta. Mas ela vai fazer tudo o que estiver ao seu alcance para ajudá-lo a encontrar a mãe.

Mesmo que isso signifique trair a empresa que paga o seu salário, e o pior, colocar a liberdade do garoto por quem é apaixonada em risco. Mas o que ela pode fazer se é a única opção para conseguir a ajuda de Christopher para encontrar a mãe de Nikki? Tudo isso porque Christopher quer se vingar da Stark Enterprises pela morte dela. Como ela pode impedi-lo? Fazê-lo entender que ela não está morta de verdade?


Era isso o que ele queria de mim?, era tudo o que eu conseguia pensar. Uma droga de um login e de uma senha?
Era tão típico. Por que eu estava surpresa? Afinal, o cara tem uma foto de uma garota morta na sua estante. Não uma foto pequena, mas uma 20 x 25 cm brilhante, com olhos que seguiam você para onde quer que fosse.
Ótimo. Agora eu estava começando a ter ciúmes de mim mesma.

Em, apesar de não ser nem um pouco fã da Stark Enterprises, não está muito animada com a ideia de fazer algo contra a empresa, porque tudo pode cair em cima dos seus pais. Mas isso não significa que ela não concorde com as ideias de Christopher. E ela vai ter que encontrar uma forma de se livrar dos grampos e contar a alguém o que está acontecendo, pois ela precisa de ajuda. E ela vai acabar encontrando em Steven uma pessoa em quem ela pode confiar, uma pessoa que sempre vai estar lá por ela, mesmo ela não sendo sua irmã de verdade.

Nesse livro vemos o crescimento da Em, ela começa a entender como se virar para ser Nikki, mas ela começa a questionar, a não aceitar tudo o que dizem a ela. Ela começa a investigar, a lutar pelo que ela quer, a fazer de tudo para proteger aqueles com quem ela se importa. Mesmo que signifique fazer sacrifícios. Eu me apaixonei pelo Steven na hora que ele apareceu pela primeira vez. Ele é o irmão que a Nikki não merecia ter (porque a Nikki não parecia uma pessoa muito boa). Uma pessoa que se pode confiar, e que não vai te abandonar. A Lulu continua a mesma, uma ótima amiga. Eu já tinha gostado do Christopher no primeiro livro, mas nesse eu me apaixonei por ele totalmente. Ele percebeu tarde demais que era apaixonado pela Em, e tudo o que sobrou para ele foi se vingar da empresa culpada pela “morte” dela. A Frida é outra que continua a mesma coisa. Ela é super fofa, fica se metendo em todos os assuntos da “irmã”, mas dá para ver que ela se preocupa com a Em, que ela só quer passar mais tempo com a irmã. Claro, se isso incluir uma festa com muitos famosos, melhor ainda.

O final de Sendo Nikki é triste demais. Chorei, chorei e chorei. E sai desesperada atrás do terceiro livro (que eu ainda não tinha :/). As expectativas para Na Passarela ficaram enormes, mas fui ler o livro sabendo que a Meg não iria me decepcionar. Assim como não decepcionou nesse. Não esperava tanta coisa de Sendo Nikki, achei que iria ficar no mesmo ritmo de Cabeça de Vento, e me surpreendi completamente. Me apaixonei pelo livro. Ou seja, recomendo demais. Leiam, mesmo quem achou Cabeça de Vento fraco, Sendo Nikki é bem melhor.

Série:
1. Cabeça de Vento (resenha)
2. Sendo Nikki
3. Na Passarela (resenha).


Oi gente! Hoje eu vim responder uma tag criada pela Samantha do Livros com Resenhas. Apesar de ser antiga, eu achei bem legal e não podia deixar de responder no blog. Espero que gostem :)

Perguntas:

Quantos livros lidos você tem na sua aba LIDO no Skoob? 322 livros. Acho que li um pouquinho mais que isso, porém alguns livros que li quando era mais nova, eu não consigo lembrar o nome de jeito nenhum.


Qual livro você está lendo? Comecei a ler Desafio da autora C.J. Redwine.

Quantos livros tem na sua aba VAI LER? 375 livros. Não atualizo muito essa aba, então provavelmente quero ler bem mais que isso. Cadê o tempo? Cadê?


Você está relendo algum livro? Qual é? Nenhum.

Quantos livros você já abandonou? Quais são eles? Nenhum. Eu tinha abandonado o livro Carpe Corpus, da autora Rachel Caine, mas voltei a ler essa série esse ano e já cheguei nele.

Quantas resenhas você tem cadastradas no Skoob? 4 resenhas. Acho que tenho um pouco mais de resenhas feitas aqui no blog.

Quantos livros avaliados você tem na sua lista? 322.

Na aba FAVORITOS, quantos livros você tem registrados? Cite alguns. 43 livros. Harry Potter, Anna e o Beijo Francês, Perdida, Trono de Vidro e alguns livros da Cassandra Clare.


Quantos livros você tem na aba Tenho? 405 livros.


Quantos livros você tem nos DESEJADOS? 121. Pois é né? Alguém é um pouco muito viciada em livros.

Quantos livros emprestados no momento? Quais? Só um livro, Nascida à Meia-Noite.

Você quer trocar algum livro? Quais são? 70 livros. Por isso a gente Acabou, Sobrenatural, Aprisionada, O Rei do Ferro e mais alguns.

Na aba META, quantos livros você tem marcados? Cumpriu essa meta? 55 livros. Infelizmente, não consegui cumprir, já que planejava ler esses no primeiro semestre desse ano, mas já estamos no final de junho e só li 33 livros desses.

Qual é o número no teu paginômetro? 107.903. Até hoje não entendo direito como isso funciona.

Link do seu perfil no Skoob: http://www.skoob.com.br/usuario/327498


A Esperança – Suzanne Collins:
Série: The Hunger Games #3
Editora: Rocco
Número de páginas: 419
Classificação: 5/5

Resenha:
A Esperança é o terceiro e último livro da série The Hunger Games. Então, se você ainda não leu Jogos Vorazes ou Em Chamas, eu aconselho que você não leia esta resenha, pois ela contém spoilers dos livros anteriores.

Quando li Jogos Vorazes, quase desisti da série, porque realmente me decepcionei com ele. Mas, acabei ficando curiosa por conta das notícias do segundo filme, e aproveitei que já tinha Em Chamas e li. E me apaixonei completamente por aquele livro. Saí doida atrás desse, mas estava sempre caro e acabou ficando para depois. E o depois acabou demorando, porque fiquei com pena de terminar a série. Mas acabei lendo. Estava com as expectativas menores, porque todo mundo fala que esse livro é mais lento que os outros, mas gostei sim. Em Chamas continua sendo o meu favorito, mas gostei bem mais de A Esperança do que de Jogos Vorazes.

A Esperança começa um pouco depois do final de Em Chamas, com a Katniss andando em meio aos destroços do que antes fora sua casa, seu distrito. Agora, não há nada lá, nada além de corpos e cinzas. O Distrito 12 não existe mais. Aceitar que todas aquelas pessoas foram mortas por sua culpa não é fácil, e ela não consegue deixar de pensar que, se tivesse feito tudo o que Snow queria, nada disso teria acontecido. Mas aconteceu, e agora eles estão em guerra contra a Capital. E eles querem que ela seja o símbolo da rebelião. O Tordo.

Tudo o que Katniss mais quer é esquecer tudo, ela nem sabe se acredita nos motivos dessa rebelião. Ela não confia na presidenta Coin, a líder do distrito 13. Mas eles resgataram o que sobrou do seu povo. Claro, a vida no 13 não é ótima, eles são extremamente rígidos, mas pelo menos eles foram acolhidos e tiveram uma chance de sobreviver.

Agora, os cidadãos vivem quase que exclusivamente no subterrâneo. Você pode sair para fazer exercícios e tomar banho de sol, mas somente em momentos bem específicos de sua programação diária. Você não pode descumprir sua programação diária. Todas as manhãs, você é obrigado a enfiar seu braço direito num dispositivo na parede. Ele faz uma tatuagem na parte interna de seu antebraço onde está descrita a programação do seu dia numa desagradável tinta roxa. 7:00 – Café da manhã. 7:30 – Tarefas de Cozinha. 8:30 – Centro Educacional, Sala 17. E assim por diante. A tinta não pode ser removida até as 22:00 – Banho. É nesse momento que seja lá o que for que faz com que a tinta seja resistente a água pare de funcionar, e a programação inteira escorre pelo ralo. A luz que se apaga às 22:30 sinaliza que qualquer pessoa não designada para exercer alguma função no turno da noite deve estar na cama.

Katniss está confusa, ainda não se recuperou de tudo o que aconteceu na arena. Não quer tomar frente de uma coisa que nem acredita. Principalmente depois de terem feito tudo o que fizeram pelas costas dela. E ainda terem deixado Peeta para trás. A única coisa que ela tinha feito Haymitch prometer era que dessa vez ele iria manter Peeta vivo, não ela. Era a única coisa. E ele descumpriu a promessa. Ela nunca vai conseguir perdoá-lo por isso.

Mas ela vai perceber que há alguém que ela consegue perdoar. E vai encontrar em Finnick um amigo, a única pessoa entende realmente o que ela está passando. É claro que ele entende, afinal, ele está passando pela mesma coisa. Snow pegou Annie, e está torturando-a, mesmo sabendo que ela não tem qualquer informação. Está torturando-a simplesmente porque isso atinge Finnick. Então eles terão que se unir para conseguir passar por tudo isso, para conseguir de volta aqueles a quem amam.

Katniss vai chegar a conclusão de que a única forma de ela conseguir proteger as pessoas que ama é lutando, acabando com Snow, e com a ameaça que ele é para todos. Com esse pensamento, ela vai finalmente aceitar ser o Tordo. Mas ela não vai ser manipulada. As coisas vão acontecer de acordo com seus termos. E um deles é a vida daqueles que estão sendo torturados na Capital. Ela quer trazer Peeta, Annie e Johanna para o Distrito 13, em segurança. Coin não está gostando nem um pouco das exigências de Katniss, mas ela precisa dela, então terá de aceitar.

Só que eles estão em guerra. Não importa o quanto eles pareçam estar em vantagem, ou o quão bom o plano pareça, ainda é uma guerra. E Katniss parece não conseguir se manter longe de confusão. Mesmo na menor situação, algo sempre vai acontecer. E as vezes isso custará a vida de alguém. Ou de alguéns. É como estar na arena de novo.

Uma coisa que eu gostei muito nesse livro foi que a autora deu mais destaque aos outros personagens, não só aos principais. Claro, isso acabou deixando tudo pior porque ela parecia não se importar em matá-los, mas foi bom conhecer mais deles. Conhecemos mais do passado dos outros vitoriosos, principalmente do Haymitch, do Finnick e da Johanna. Conhecemos um monte de personagens novos, como o Boggs e a presidenta Coins. E conhecemos segredos e histórias que nos ajudam a entender mais tudo o que acontece.

Adorei que a autora não focou no romance. Sim, ele estava presente, mas não era o foco. Não queria que o livro ficasse em volta do triângulo. Principalmente porque sabia que a Katniss não iria ficar com quem eu queria que ela ficasse. Sim, torci pelo Gale no primeiro e no segundo livro. Mas acabei mudando de ideia, o Gale me irritou profundamente com algumas atitudes. Mas também não consegui torcer verdadeiramente pelo Peeta. Ela amava os dois, de maneiras diferentes, mas amava os dois.

- Bom, isso logo, logo vai deixar de ser uma questão. Acho pouquíssimo provável nós três estarmos vivos no fim dessa guerra. E se estivermos, acho que vai ser um problema de Katniss. Quem ela vai escolher. – Gale boceja. – A gente devia dormir um pouco.
- É isso aí. – Ouço as algemas de Peeta deslizarem pelo suporte à medida que ele assenta o corpo. – Fico pensando como será que ela vai decidir.
- Ah, isso eu sei. – Consigo apenas captar as últimas palavras de Gale através da camada de pelo. – Katniss vai escolher aquele sem o qual ela acha impossível conseguir sobreviver.

A Esperança é um livro bom, Suzanne Collins conseguiu fechar a trilogia de uma maneira excelente. Continuo afirmando que o segundo livro é o melhor, mas esse não fica muito atrás. Apesar de todos os spoilers que já tinha visto (só Convergente para passar a quantidade de spoilers que eu tinha visto desse livro), nenhum deles conseguiu estragar o livro para mim, eles acabaram até aumentando ainda mais a minha curiosidade (e não, eu não costumo gostar de spoilers definitivamente não gosto de spoilers). A Esperança é um livro que vale a pena ser lido sim, a trilogia toda para falar a verdade. Recomendo.

Série:
1. Jogos Vorazes (resenha)
2. Em Chamas (resenha)
3. A Esperança.


Oi gente! Eu sou apaixonada por cabelo ruivo, acho muito bonito. Como tem várias capas lindas com garotas ruivas, eu não tive como não fazer um post com esse tema. Espero que gostem :)


                       Fury                                             Desafio                                         Firelight


   The Girl with the Iron Touch                  Contos da Seleção                           Doce e Distante


                     Flicker                                               Red                                            Entangled


             The Broken Stars                                       Acid                              Cidade do Fogo Celestial


Reconstruindo Amelia – Kimberly McCreight:
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 352
Classificação: 4/5

Resenha:
Nunca tinha ouvido falar de Reconstruindo Amelia, mas quando vi ele nos lançamentos da Arqueiro fiquei curiosa. Primeiramente pela capa, que é linda demais, e depois pela sinopse. Então, é óbvio que fui correndo solicitar o livro. Chegou aqui e, dois dias depois, eu já estava lendo. E li o livro todo de uma vez, a história te prende cada vez mais e chega ao ponto de você não conseguir desgrudar da leitura. Apesar de ser bem diferente do que eu esperava, gostei do livro.

Reconstruindo Amelia nos conta a história de Kate, uma advogada de sucesso que trabalha bastante para garantir que a filha tenha tudo o que merece ter. São só as duas, e elas são muito próximas. Ou pelo menos era o que Kate pensava, até receber um telefonema da escola da filha, dizendo que ela foi suspensa. Amelia sempre foi uma menina estudiosa, quieta e obediente, não fazia sentido. Mas o pior ainda estava por vir. Ao chegar à escola, Kate é informada de que a filha se suicidou.

Kate não se conforma, não acredita que a filha tomaria uma atitude dessas, mas, de acordo com o policial que investiga o caso, foi isso que aconteceu. Amelia foi suspensa, não aguentou a pressão, e se jogou do telhado. Fim da história. Mas isso é o que o policial diz. Kate não vai desistir tão cedo, principalmente quando recebe uma mensagem no celular afirmando que a filha não pulou.

Diante disso, Kate começa a tentar descobriu o que aconteceu de verdade por conta própria, indo atrás das coisas da filha, tentando achar algo que fosse provar que o policial estava errado. Ela vai atrás primeiramente do computador e do celular da filha, e o que vai descobrir lá vai mudar para sempre a imagem que tinha de Amelia. Quanto mais ela lê as coisas de Amelia, mais ela percebe o quanto não conhecia a própria filha, o quanto Amelia tinha mudado, e ela nem tinha percebido.

Vai descobrir que a filha não era apenas uma adolescente comum que se esforçava e não causava problemas. Amelia era uma adolescente cheia de problemas, dúvidas, medos, e que, acima de tudo, se sentia sozinha. Ela entendia o porquê da mãe trabalhar tanto, se esforçar tanto para que ela tivesse sempre de tudo, mas não se importaria de trocar tudo aquilo por um pouco mais de tempo com a mãe, um pouco mais da atenção. E ela vai descobrir cada vez mais coisas horríveis que estavam acontecendo com Amelia, coisas que ela nem imaginava.

O livro nos mostra os dois lados da história, temos a história atual, onde Kate tenta superar a perda da filha, e entender o que aconteceu de verdade, e o lado de Amelia, onde ficamos sabendo um pouco mais de como era sua vida, e o que estava acontecendo com ela. A parte de Kate é narrada em terceira pessoa, e acompanhamos sua busca pela verdade, sua tristeza, seu sentimento de culpa. Já a parte de Amelia é narrada em primeira pessoa, como se fosse um diário mesmo, onde vamos vendo o que aconteceu que acabou a levando àquele telhado naquele dia.

Kimberly McCreight nos traz uma história ótima, e super bem escrita, bem criada, e bem organizada. Mesmo com a alternância de narrações, ela consegue nos prender cada vez mais na história, e interligar tudo. Ela soube escrever bem tanto a parte do drama, quanto a parte do suspense, porque tinha tanta coisa acontecendo na vida de Amelia, que qualquer coisa poderia ter acontecido. A autora me fez levantar milhões de hipóteses, e ainda assim surpreender no final.

Apesar de tanta coisa acontecer na vida de Amelia, isso sem contar na história de Kate, que também é explorada, a autora ainda conseguiu fazer isso bem feito, interligando tudo para que fizesse sentido, para não deixar os leitores perdidos. Tudo tem importância, todos os mínimos detalhes. E foi o que eu mais gostei na história, a forma como a autora conseguiu juntar todas as histórias, por mais diferentes que fossem, e chegar a um final muito bem feito.

Apesar de todos esses pontos positivos, eu ainda me decepcionei um pouco. Achei que a parte do drama ficou bem mais em evidência do que o suspense, o que faz total sentido em um livro como esse, mas eu esperava uma investigação mais elaborada, não sei. Claro, ficamos na expectativa tentando descobrir o que realmente aconteceu com Amelia, mas a parte que ficou mais evidenciada foi a história dela mesmo, o que aconteceu com ela em seus últimos meses de vida. Não é uma coisa ruim, só não era o que eu estava esperando.

A edição da Arqueiro está linda. Desde a capa maravilhosa até a diagramação que, apesar de simples, está muito bem feita. O livro foi bem dividido, conseguimos perceber perfeitamente quando é a parte de Amelia e quando é a parte de Kate, além das partes onde temos postagens de blogs, mensagens de celular e postagens em redes sociais. Está tudo bem fácil de entender. A revisão do livro está ótima, como sempre, e não notei erros. A história criada pela autora é incrível, e vale muito a pena ser lida por quem gosta de um bom drama misturado com suspense.


Tecnologia do Blogger.