As Violetas de Março – Sarah Jio:
Editora: Novo Conceito
Número de páginas: 304
Classificação: 5/5

Resenha:
Existem aqueles livros que amamos e falamos para todos sobre eles, temos tanto a dizer, que é muito fácil escrever uma resenha. Porém, existem aqueles livros que amamos e que não achamos palavras para descrevê-los, simplesmente não sabemos como falar deles. As Violetas de Março foi um livro desses. Quase desisti de escrever a resenha, mas precisava falar dele, precisava recomendar esse livro que me trouxe tantas emoções, que me surpreendeu tanto. Então a resenha não está muito boa, o livro merecia bem mais, mas foi tudo o que eu consegui escrever.

Quando vi a sinopse desse livro pela primeira vez me lembrou os livros da Lucinda Riley. Ou seja, me interessei por ele na hora. Amo livros que possuem histórias dentro das histórias. Porém, as minhas expectativas não estavam tão altas, já que eu nunca tinha ouvido falar da autora e tal. Mas elas foram totalmente superadas, esse livro é lindo demais. Só não li ele todo de uma vez porque minha mãe tomou ele de mim de madrugada (eu estava no final, como ela faz isso comigo??), mas, assim  que consegui ele de volta, fui correndo terminar de ler.

Emily Wilson tinha uma vida de sonhos: era uma escritora de sucesso e tinha um ótimo casamento. Mas sua vida tomou outro rumo. Seu marido resolveu larga-la para ficar com outra mulher, e ela, além de nunca ter gostado de seu primeiro livro, não consegue mais escrever. Sozinha, e sem inspiração para escrever o tão esperado novo livro, Emily decide fazer uma visita a sua tia Bee, em Bainbridge Island, onde passou tantos verões quando era mais nova, na esperança de recomeçar.

E é lá, em um dos muitos quartos da casa de sua tia, que ela encontra um diário datado em 1943. Emily fica receosa de ler o diário de alguém, mas a curiosidade a faz ler a primeira página. Lá ela encontra a história de Esther, uma mulher desconhecida que possui uma complicada história de amor. Emily, com o incentivo de Evelyn, a melhor amiga de sua tia, começa a ler essa história e a se perguntar quem é Esther, será que é uma pessoa real? Por que Evelyn a aconselhou a não perguntar à tia sobre o diário? E o que esse diário está fazendo na casa de sua tia, em primeiro lugar?

Em meio a isso, Emily ainda encontra um antigo namorado, Greg. Ela nunca imaginaria encontra-lo de novo. E ele está mais lindo do que nunca. E ele está interessado nela. Mas Greg não é o único que ela vai reencontrar. Apesar de não se lembrar, ela conheceu Jack quando criança. Não muito bem, porque estranhamente suas famílias se evitavam, mas ela chegou a conhecê-lo uma vez. Mas não importa, ela pode conhecê-lo de novo. Ela ainda não está pronta para um novo relacionamento, mas um ou dois jantares amigáveis não farão mal nenhum.

Emily, ao mesmo tempo em que tenta descobrir mais sobre a história de Esther, vai perceber que é possível sim seguir em frente, esquecer Joel, e começar uma nova vida. É possível recomeçar, se apaixonar de novo, se encontrar. Ela vai descobrir que até mesmo pode escrever de novo. Mas ela também vai descobrir coisas que irão tirar seu mundo do lugar mais uma vez. As pessoas dessa ilha parecem trazer muitos segredos, e não estão dispostas a compartilhá-los com ela. Então Emily terá de encontrar as respostas sozinha, mesmo que isso cause dor e sofrimento à algumas pessoas.

O livro entrelaça as duas histórias de uma maneira tão diferente e ao mesmo tempo tão parecida dos livros da Lucinda Riley. Temos as duas histórias, mas elas são uma só. Os personagens são diferentes, mas ao mesmo tempo parecidos. A história parece estar se repetindo. Mas cabe à Emily criar sua própria história em meio às coincidências. Cabe a ela lutar para não cometer os mesmos erros de Esther. E cabe a ela descobrir o que realmente aconteceu há tantos anos atrás. Ela não sabe o porquê, mas sente que deve isso a Esther.

A edição da Novo Conceito está linda demais. A diagramação desse livro é tão linda, mas tão linda. Temos flores no final de cada página, além de detalhes especiais no início dos capítulos. A letra está em um tamanho bom, e eu não notei erros. Indico esse livro, ele vale totalmente a pena ser lido. E não estou exagerando, foi uma das melhores leituras que fiz em 2013.


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