A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista – Jennifer E. Smith:
Editora: Galera
Número de páginas: 223
Classificação: 4/5
Onde comprar: Saraiva

Resenha:
Quem viu minha penúltima caixinha de correio viu que eu sou doida por esse livro há séculos, né? E que as minhas expectativas por ele estava altíssimas. Sim, me decepcionei por ele ser tão pequenininho, imaginava que fosse bem maior. Mas gostei bastante da história.

Hadley está indo para Londres para o casamento de seu pai. E ela não está nem um pouco feliz com isso. Apesar de a mãe já estar até namorando, ela ainda acredita que os pais devem voltar a ficar juntos, e que esse casamento vai acabar de vez com qualquer chance. Ela odeia sua nova madrasta, apesar de nem conhecê-la, e odeia seu pai por ter abandonado ela e a mãe.

E é por isso que ela não quer ir de jeito nenhum para o casamento. Ela não quer ter nada a ver com a nova vida de seu pai. Ele a abandonou, e ela não o quer de volta. Não desse jeito, não como um estranho que só a vê uma ou duas vezes por ano. Mas lá está ela, agora, desesperada porque perdeu o seu voo. Foram quatro minutos. Como ela perdeu o voo estando atrasada apenas quatro minutos? Agora terá que esperar até o próximo voo, que ainda demorará algumas horas, correndo o risco de perder o casamento.

Procura algum lugar para sentar, mas o aeroporto está lotado. Isso não é nada bom para sua claustrofobia. O medo de entrar no avião e ficar lá naquele espaço pequeno já está imenso, e ela está fazendo o possível para não sair correndo do aeroporto. E é assim que ela conhece Oliver, um lindo garoto inglês que a ajuda com sua mala, e que, coincidentemente, irá pegar o mesmo voo que ela. E eles começam a conversar.

Conversam por horas contando fatos de suas vidas, coisas importantes, coisas não importantes, sonhos, vontades, dúvidas. E assim se passam as três horas no aeroporto mais as sete horas no avião, onde eles acabam conseguindo sentar juntos. E, no final, eles acabam perdendo um ao outro de vista, sem terem trocado nem ao menos um número de telefone.

Hadley fica devastada, mas não há tempo para isso. Ela precisa correr para chegar a tempo no casamento. Não haverá tempo para encontrar seu pai antes, para dizer tudo aquilo que ela planejou tanto dizer. Só haverá tempo de chegar lá e se encontrar com as outras madrinhas para se arrumar e entrar no casamento, sem nem ao menos conhecer a noiva.

Eu achei que o livro poderia ter sido bem melhor desenvolvido, ficou muito corrido, sei lá. A autora poderia ter explorado bem mais a questão entre a Hadley e o pai, a relação entre a Hadley e o Oliver, mas parece que ela tinha que acabar o livro logo, não sei. A história ficou bem leve, não aprofundou muito, mas, ao mesmo tempo, não ficou superficial. Não é um livro que te faça pensar muito, mas sim um livro para passar o tempo. Enfim, eu gostei bastante. Eu esperava mais, sim, mas mesmo assim foi um livro muito bom. Recomendo demais.

E eu acabei o livro querendo desesperadamente entrar em um avião e sentar ao lado de um cara como o Oliver. Mas como eu sou sortuda eu sempre sento do lado das pessoas estranhas e chatas.


Tecnologia do Blogger.