Lola e o Garoto da Casa ao Lado – Stephanie Perkins:
Editora: Novo Conceito
Número de páginas: 288
Classificação: 5/5

Resenha:
Lola e o Garoto da Casa ao Lado é um livro MUITO fofo.

Vi um monte de gente falando que se decepcionou com esse livro, que Anna e o Beijo Francês foi melhor e tal, mas eu não concordo. Sim, Anna é perfeito, é lindo, mas eu gostei mais de Lola. Já era pra ter sido resenhado faz quase um ano, mas eu não conseguia escrever a resenha de jeito nenhum. Enfim, aproveitei o carnaval agora pra reler e resenhar (minha desculpa para reler rs).

Lola se veste de uma maneira única. Ela não acredita em moda, ela acredita em figurino. Ela não se veste nunca da mesma maneira, sempre inovando. Você pensa que ela é uma garota que não se importa com o que os outros pensam, mas isso não é verdade. Ela se importa muito, mas mesmo assim não deixa de se vestir do jeito que quer por causa dos outros, e esse é o diferencial dela.

Lola é uma garota normal de dezessete anos, tem dois pais incríveis que a amam, uma melhor amiga que a entende, e um namorado perfeito, músico, e que seu único problema é ser cinco anos mais velho que ela (o que ela não acredita ser um problema, mas vai explicar isso para não só um, mas dois pais superprotetores (sim, Lola tem dois pais adotivos, Nathan e Andy)). Sua vida não podia ser mais perfeita.

Até que seus antigos vizinhos finalmente voltam. Lola tem uma antiga relação com os gêmeos, Cricket e Calliope Bell, e felicidade não é a palavra que se pode usar para descrever o que ela sente quando descobre que eles estão de volta.

Meus pés me arrastam em direção à janela, ao passo que meu cérebro grita para que eu dê meia-volta. Não podem ser eles. Não era a mobília deles! Não era o carro deles! Mas as pessoas compram coisas novas. Meus olhos estão cravados na casa ao lado quando uma figura surge na varanda. Os pratos que tenho nas mãos - por que ainda seguro os pratos do café da manhã? - se estilhaçam no chão.

Mas ela teve tempo para superar o que aconteceu, e ela está certa de que superou. Ela não se incomoda mais com a frieza de Calliope, com o modo que ela simplesmente deixou de ser sua amiga de uma hora para outra. E também definitivamente não se incomoda com a presença de Cricket, mesmo que ele esteja mais alto e mais lindo do que antes. E, de qualquer jeito, ele não está mais morando lá. Ele está na faculdade, só vem para casa nos finais de semana, vai ser fácil evitá-lo. Mas como manter a distância quando a casa ao lado é tão próxima?

A janela do quarto de Lola dá de frente para a janela do quarto de Cricket, e ela não pode fingir que não o escuta chamando-a. E não tem nada de mal ele ser seu amigo de novo, não é? Eles eram tão amigos antes de todo o mal entendido. Sim, um mal entendido foi o que aconteceu antes dos gêmeos partirem dois anos antes. Um mal entendido que fez tanto Lola quanto Cricket pensarem mal um do outro por tanto tempo. Mas agora eles podem consertar as coisas.

Só tem um problema: Lola agora tem Max, seu namorado, e não está disposta a deixá-lo. E Cricket vai ter que aprender a conviver com isso, ser sua amiga é tudo o que ela quer. Ou pelo menos o que ela acredita querer.

- Só vou dizer isso mais uma vez. Claramente, para não dar chance a mal-entendidos. - Seus olhos se tornam tristes. - Eu gosto de você. Sempre gostei de você. Seria errado da minha parte entrar de novo na sua vida e agir de outra forma.Estou chorando agora.- Cricket... eu tenho namorado.- Eu sei. Isso é um saco.

Stephanie Perkins conseguiu escrever uma história tão linda, tão fofa, criar personagens tão incríveis, tão cativantes, que qualquer livro que ela escrever pode ter certeza que eu leio (menos de terror, porque aí é demais). Os personagens não são perfeitos, são reais. Eles tem defeitos e tem qualidades, que são muito equilibrados, você realmente acredita que exista uma pessoa assim.

- Sei que você não é perfeita, mas são as imperfeições de uma pessoa que a tornam perfeita para alguém.

Cricket é a coisa mais fofa que pode existir (sem comparações com o St. Clair, não me façam pergunta difícil). Ele inventa coisas desde pequeno e, apesar de não acreditar no talento que tem, tem tudo para ser um grande inventor. A irmã dele, Calliope, é ótima. Uma patinadora profissional que desistiu de uma vida normal para seguir a carreira. Ela pode parecer egoísta, mas dá para perceber que tudo o que ela faz é pelo que ela acredita ser melhor para o irmão. Não gostei do Max, ele pode parecer legal e tal, mas logo você percebe o tipo de pessoa que ele é. Nathan e Andy são incríveis, super engraçados, fofos, podem ser superprotetores, mas são ótimos pais.

Última coisa. Eu amei como a autora conseguiu inserir a Anna e o St. Clair na história. Eles foram personagens importantes, conseguimos vê-los e matar a saudade, e mesmo assim não foi exagerado. Acho isso difícil, não são todos os autores que conseguem equilibrar isso. Senti uma diferença na Anna e no St. Clair de Anna e neles em Lola. Eles amadureceram, não são mais os mesmos. Mas ainda são perfeitos, e as conversas deles com a Lola são lindas, principalmente as do St. Clair com a Lola.

Não preciso dizer que eu AMEI o livro e que eu recomendo demais, né? Acho que todo mundo percebeu. Não posso falar da diagramação da edição da Novo Conceito porque não vi, mas vi bastante gente falando que ficou bem melhor que a edição de Anna (espero, porque em Anna tinham bastantes erros).


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